O poder da sedução econômica e sexual tornou-se o processo geral que tende a regular o consumo, as organizações, a informação, a educação e também os costumes. As sociedades contemporâneas são governadas por uma nova estratégia de relação: a sedução.
Esse seduzir é como que uma simplificação de opções possíveis em abundância, onde tudo é transparente, onde as escolhas se perdem em vastidão de números, tudo é livre.Vivenciamos, assim, uma realidade dita de ‘pós-moderna’ onde se privilegia as relações livres de autoritarismo e cheias de diversidades, pelo menos no discurso.
Há aí, frutos muito valiosos desta sedução, penso. Uma valorização da característica individual das pessoas como agente de seu tempo, longe das normas e das organizações pesadas. É a construção de uma cultura da espontaneidade, cultura do individuo emancipado, busca do ser autêntico, distante das complexidades. Vale a valorização da saúde, do bem estar, da segurança, da livre racionalidade, da integração sem repressão.
Somos hoje o resultado ‘metamorfósico’ de uma sociedade que criou ruptura com as estruturas e com a organização opressiva, mas não uma sociedade livre. Somos conseqüentemente sedução.
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