A distância me fez perceber o valor que você tem em minha vida.
O quanto marcou minha história e o quanto faz falta.
Um dia, um pedido.
Prometido.
Agora cumprido.
Para você, um algo escrito.
Um dia, um olhar e uma boca mexendo levemente em minha direção.
Suspirei varias vezes, pensei
Logrei a idéia de tê-la, sim, com certeza
Mas e o medo? A dúvida? Nada disto foi real naquela hora, o beijo.
Sinceridade? Gostei. E muito. Apaixonei. Medo de entregar-me? Sim, demais.
De sofrer, de perder-me,,, de viver a magia, de seguir o coração.
Mas arrisquei, apaixonei, fui feliz, senti o sabor, o calor, a sua nobreza...
E na história que primeiro conheci, acreditei.
O tempo ao se ir, o meu afastamento, e, algumas descobertas tristes. Hoje sei, não queria saber.
Já era tarde. Decepção. Isolamento afastei-me. Certo eu? Isto é difícil de medir....
Fato é que me calei, e o silencio por um tempo foi meu alento sufoco, a saudade.
Perdi.
Voltando a um novo começo, apanhei.
E, muito. Refiz, quis, tentei, arrisquei, e senti o significado de ser amado, querido, desejado.
Marcas profundas assombram minha’lma, olhe pra mim e olhe a redondeza....
Quem ama cuida, eu dizia. Amei? Hoje penso que Sim. Cuidei? Nem tanto. Desfiz a inicial emoção.
Cobrei.
Exigi.
Tive medo de perder e eu mesmo perdi.
Tantas tardes, dias lindos, conheci forças que não tinha idéia que existiam.
Saboreei o doce da paixão. Quantas brincadeiras, segredos íntimos, fracasso.
No tempo exato.
Mas ainda não o fim. Um problema, sim, alguns... as sombras do passado me cobriam.
Problema meu. Decepção alimentada. Um faca profunda na mente alimentei.
Sofrimento aconteceu. Tentando continuamos. E, foi aí que conheci o significado do cuidado, quem cuida não desiste, insiste, tenta, perdoa, acredita e aposta.
Não apostei o suficiente pensei com minha vã sabedoria racional estar certo, conclui matematicamente estar certo.
Onde há exatidão na matemática do cuidado, do amor e da paixão?
Onde?
Insisti em corromper a magia submetendo-a a razão. A razão erra? Sim. Agora entendo que sim.
Quero muito, saber, conhecer, ensinar, e pra que? Onde esta o sentido de tanta busca?
Se não nela há felicidade, se não há a paixão, se não há o cuidado dela....
Olhar o canto da sala e não vê-la, olhar o sofá e não tê-la, olhar a cozinha e não encontrá-la... Onde esta agora?
Com outra pessoa mais feliz? Mais querida, correspondida, amada, valorizada...? O que eu fiz....
Aqueles beijos, aquele amor, onde estão? Pedidos, carinhos, onde estão? Agora entre outros braços?
Suspeito, não sei.
Não tenho esse direito.
Beliscões, tapas, amassos, um abraço forte após o amor. Sua cabeça em meu peito e troca de sussurros.
Partilhar idéias, alguns sonhos, coisas que acredito... te ouvir, saber do que gosta... te sentir... te perceber...
Cozinhar para você.
Acordar ao seu lado.... onde estive com a cabeça ao perde a maior magia que já senti, acordar ao lado de quem me faz bem....
O tempo se vai e o sol está coberto pelo mormaço.
Se sonhei? Sonhei.
Filhos, pensei, sim, escondi, corri ao Maximo. Mas pensei.
Juntos eternamente? Corri também deste embaraço. Mas quis, como quis, como escondi, como corri.
Neguei e guardei.
A preocupação dispensada em relação a mim foi imensa, percebi.
A dedicação. As privações. Outros tantos, convites, alegrias possíveis, realizações tudo adiado, resistido por mim.
E ouvi: abri mão de muita coisa por você. Não imagino minha vida sem você.
Sim ouvi. Doeu. Senti. Cortou-me por dentro. Fui duro. Ao falar, ao despedir-me. Certo do que não tinha certeza alguma.
Para ficarmos juntos nos é necessário uma arte.
Eu não me abri o suficiente pra essa arte.
Não busquei o suficiente viver tal arte.
Não cuidei o bastante desta arte.
Mas olho a lua, e lembro. O céu me lembra. Os cantos da casa me lembram. O meu carro me lembra. Minha cama faz questão de lembrar... O fim da arte.
Sinto falta.
Sinto dores estranhas. Apertos no peito. Ciúmes. Desanimo. Desencanto. Raiva. Tristeza. Duvida. Sou um desastrado.
E o medo do não sei fez perder-me em profunda perda aquilo que já tinha encontrado.
Gatinha inúmeras vezes repeti. Amor, quase nunca falei. Gosto de você, repetidamente ouviu...
Caiu, caiu lagrimas de meus olhos mais de uma vez, confidente, testemunha, amiga, companheira.
Acolheu meus sofrimentos. Sabe o quanto sou frágil e fraco por detrás de uma força imagem.
Não dei tempo para as fotos que poderiam,
Não dei tempo para as festas que poderiam,
Não dei tempo para as outras brigas que poderiam,
Não dei tempo para as outras cenas de ciúmes que poderiam,
Não dei tempo para as conversas que poderiam,
Não dei tempo para os passeios e viagens que poderiam,
Não dei tempo para os sonhos que poderiam... porque me faltou regar o amor de um plantinha gatinha.
Senti o coração batendo, senti a falta que me faz e afirmei, é ela.
Ela é a marca que me faz bem. É a alegria que me faz dormir bem. É dor que me faz chorar, quando longe ...
Ela é sensação de segurança, é o cuidado que sempre busquei e quando tive, não valorizei o bastante, ela é você!
Obrigado por você existir em minha vida. Mesmo assim gosto de você. Fica aqui minha gratidão por tudo que fez por mim. E meu pedido de desculpas por não ter dado o valor que merecestes quanto ainda o podia fazer.
Plínio Lucius
12/10/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário